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- Correlações entre parâmetros geotécnicos e o NSPT na geotecnia
Dentro da geotecnia há diversos estudos que investigam a relação entre o valor do NSPT obtido em ensaios SPT e os valores de resistência ao cisalhamento do solo, coesão e ângulo de atrito. Essas correlações são descritas na forma de equações matemáticas, as quais são obtidas de forma empírica na maioria dos casos. Cada correlação possui suas próprias particularidades, sendo que podem ser para um solo de determinada granulometria, região ou profundidade, por exemplo. As correlações são ferramentas muito utilizada por engenheiros geotécnicos na estimativas de parâmetros de resistência do solo quando não há ensaios de laboratório suficientes para tal. No entanto, vale ressaltar que o uso de correlações não devem substituir os ensaios de laboratório (ex. cisalhamento direto, triaxial), pois o solo é um material extremamente heterogêneo, difícil de ter seu comportamento previsto por equações teóricas. Correlações do NSPT com o Ângulo de Atrito Dr = densidade relativa, determinada através da tensão vertical em repouso da cota do solo considerada. Correlações do NSPT com a coesão Nota: algumas correlações requerem que o valor do NSPT usado na correlação seja o valor corrigido N60. Gostou do conteúdo? Neste blog você pode explorar mais posts interessantes relacionado à geotecnia
- A vegetação interfere na estabilidade de encostas e taludes?
É conhecido das pessoas em geral que a vegetação interfere diretamente na estabilidade das encostas, mas de que forma? Todo tido de vegetação ajuda no equilíbrio ao deslizamento do solo? Ou tem alguma espécie que pode "atrapalhar"? Isso tudo vou te explicar nesta publicação. Vegetações que ajudam na estabilidade da encosta Na grande maioria das vezes as espécies de vegetação ajudam na estabilidade da encosta por conta dos seguintes fatores: As raízes profundas foram um tipo de costura no solo, fazendo com que o maciço como um todos fique mais coeso; Solo com a presença de raízes. Fonte: arquivo pessoal da autora. Sempre que há cobertura vegetal, o solo é muito menos susceptível à erosão, um item que pode originar deslizamentos de terra, voçorocas e outros movimentos de massa. Talude sem cobertura vegetal e com processos erosivos em desenvolvimento. Créditos da imagem: Eng. Lucas Ribeiro (SP). Os capins , gramíneas , milho , cana-de-açúcar e leguminosas são alguns tipos de vegetação rasteira que oferecem uma boa cobertura do solo, evitando danos contra a chuva e o vento. Já com relação às árvores e arbustos, quanto menor for o porte e maiores foram as raízes, melhor é para a estabilidade da encosta. Aqui pode ser citada a goiaba , acerola , pitanga , Talude rodoviário coberto por capim. Créditos da imagem: Eng. Lucas Ribeiro (SP). Vegetações que atrapalham na estabilidade da encosta Por outro lado, algumas espécies podem realmente reduzir a estabilidade da encosta, pelos seguintes fatores: Árvores grandes podem ter a copa muito pesada, principalmente em dias chuvosos quando as folhas ficam carregadas de água, onde esse peso é transferido para o solo, aumentando a instabilidade; Ainda, as árvores grandes ao serem empurradas pelo vento aplicam um momento no solo, podendo arrancar a vegetação juntamente com partes de solo; Algumas espécies podem reter uma grande quantidade de água ao redor das raízes, deixando essa região já parcialmente saturada (lembre que o solo à medida que é saturado de água perde resistência); Vegetação de raízes curtas e porte médio/grande não fazem a "costura" do solo comentado anteriormente e isso faz com que elas sejam facilmente arrancadas ou movidas junto com a movimentação de massa. Por conta disso, é recomendado pela Defesa Civil não plantar bananeiras em áreas de encostas, sendo elas comumente responsáveis por arrastar o solo durante deslizamentos. Também deve-se evitar o plantio de coqueiros , manga e jambo . Plantio de bananeiras. Créditos da imagem: Agência Pará.
- Estados com os maiores índices de deslizamentos de terra no Brasil
Os deslizamentos de terra representam um dos desastres naturais mais frequentes e devastadores do Brasil, ocorrendo principalmente nos estados do Sul e Sudeste do pais. Estes estão associados quase sempre a períodos chuvosos, quando há chuvas prolongadas por vários dias ou chuvas intensas em um curto período de tempo. Um dos deslizamentos mais trágicos foi o ocorrido em 11 e 12 de Janeiro de 2011 na região serrana do Rio de Janeiro, onde, infelizmente, mais de 900 pessoas perderam a vida e outras milhares ficaram feridas ou desabrigadas. O evento foi tão extremo que foi chamado de "megadesastre" em um relatório geológico divulgado pelo Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (DRM). Registro fotográfico das buscas por desaparecidos após os deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro (2011). Esse tipo de desastre natural pode ocorrer em qualquer região do país, entretanto, os registros de deslizamentos de terra no Brasil têm números muito maiores no Sul e Sudeste, especialmente nos estados do Rio de Janeiro , São Paulo , Minas Gerais , Santa Catarina , Espirito Santo e Rio Grande do Sul . O Mapa de Susceptibilidade a Deslizamentos feito pelo IBGE mostra que aproximadamente 8,5 % dos municípios brasileiros apresentam áreas com alta ou muito alta suscetibilidade a deslizamentos, com uma forte concentração no Sul e Sudeste. Essas áreas são representadas pelas cores laranja e vermelho. Já a cor verde indica as áreas menos susceptíveis a deslizamentos, estando presente nas proximidades de rios e mangues, onde o relevo é geralmente plano. Mapa de susceptibilidade a deslizamentos - IBGE. A razão para esse alto índice de deslizamentos concentrado em poucos estados inclui principalmente o relevo acidentado e a presença de encostas íngremes : exemplo da Serra do Mar (SP, RJ), Vale do Itajaí (SC), Serra da Mantiqueira (SP, RJ, MG) e região serrana do rio de Janeiro. Combinado a esse, outros fatores também facilitam a instabilidade das encostas, como as chuvas intensas e mal distribuídas , o tipo de solo, a ocupação irregular em morros e a falta de drenagem superficial. Se quiser ler mais sobre esse tema, há outros posts que pode te interessar no blog: A vegetação interfere na estabilidade de encostas e taludes? O que é a voçoroca, fenômeno que ameaçou desaparecer cidade no Maranhão?
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- Katharyna Macedo | Engenharia Civil
Bem Vind@! Um blog pessoal para compartilhar conhecimento e experiências de Engenharia Civil! Maiores Obras de Infraestrutura em andamento no Brasil Últimas publicações do Blog Como ler um boletim de resultados de uma Sondagem SPT? A vegetação interfere na estabilidade de encostas e taludes? Principais manifestações patológicas dos pavimentos asfálticos e como são classificadas Ver todos os posts Sobre este site Atualmente, um dos itens mais valiosos no mundo é a informação . Para tê-la, pessoas de todas as idades e de todos os lugares investem seus recursos, muitas vezes em altos valores. Na Engenharia esse cenário não é diferente. E justamente para difundir informações criei este site, com o objetivo de compartilhar conteúdo técnico, curiosidades, materiais de estudo, cases reais e experiências enriquecedoras vividas por profissionais da Engenharia Civil no Brasil e mundo afora, gratuitamente. Eu me chamo Katharyna, sou graduanda em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (Florianópolis) e por aqui desejo apresentar uma pequena amostra do mundo dessa profissão maravilhosa. Sou entusiasmada com minha área de atuação e fascinada por obras de infraestrutura, especialmente aquelas que levam desenvolvimento e crescimento ao nosso país. A qualquer momento, você pode entrar em contato comigo através do chat no canto inferior direito, ou no final desta página. Boa leitura! Contatos Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. katharynamcontato@gmail.com Primeiro nome Sobrenome Email Mensagem Obrigada por enviar sua mensagem! Enviar
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- 500 | Katharyna Macedo
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