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Posts do blog (8)

  • Principais fatores que influenciam na estabilidade de encostas e taludes

    A instabilidade de encostas é um assunto sério no Brasil, demonstrado pelos inúmeros deslizamentos de terra que ocorrem pelo país no período de chuvas, e é agravada principalmente pela presença de água. Neste post, além desse item estão listados outros fatores que contribuem para a ocorrência dos deslizamentos e os mecanismos envolvendo cada um. Créditos da imagem: Eco Ambientale Soluções Ambientais. Antes de ver cada um deles, veja a imagem abaixo com os principais termos usados ao longo do texto: Créditos da imagem: Arquivo pessoal da autora. Presença de água na encosta ou talude A água é na maioria das vezes o estopim para a ocorrência de um deslizamento de terra, motivo este pelo qual eles acontecem geralmente quando está chovendo, ou logo após as chuvas. Isso por que o maciço de solo começa a perder resistência conforme aumenta a quantidade de água nele, o que faz com que ele perca coesão e tenha um aumento da pressão de água. Além da chuva, fatores como drenagem ineficiente, vazamentos em tubulações, despejo de esgoto na encosta e até a presença de fossas e sumidouros fazem com que aumente a instabilidade local. Inclinação do talude Quanto mais inclinado for o talude, mais fácil se dará a ocorrência de um deslizamento ou a queda de barreiras. Quando se trata de encostas naturais, elas sempre possuem uma inclinação que, caso não haja nenhum outro fator instabilizante, mantém o maciço de solo estável. Mas, quando são feitos cortes no solo para construir algum empreendimento, a inclinação desse talude construído deve ser dimensionada de tal forma que ele não fique instável. Olhe um exemplo na imagem abaixo: Créditos da Imagem: Vertical Green do Brasil Cortes no pé do talude Cortar o pé do talude (natural ou não) sem pensar em uma estrutura de contenção é perigosíssimo! Quando isso é feito a geometria do maciço de solo é desconfigurada, onde muitas vezes a ruptura ocorre em pouco tempo após o corte. Para evitar este sinistro é preciso analisar a estabilidade do talude após o corte antes de fazer o corte , e posteriormente construir uma estrutura de contenção conforme a necessidade do local, como um muro de gravidade, por exemplo. Adição de cargas na crista e no corpo do talude Adicionar carga tanto na crista quanto ao longo do corpo do talude também é um dos principais fatores que prejudicam a estabilidade do mesmo. Essas cargas podem ser construções como casas, edifícios, caixas d'água, estradas, aterros, dutos e até mesmo as estruturas de contenções. Os movimentos de massa ocorrem mediante a ação da gravidade e tudo o que adicionar mais "peso" no talude vai contribuir para uma possível ruptura. E então, conseguiu visualizar essas situações na prática? Se você se interessa por esse assunto, eu falo mais sobre Estabilidade de Encostas e Taludes através do Instagram. Você pode acessá-lo por este link .

  • O que é a voçoroca, fenômeno que ameaçou desaparecer cidade no Maranhão?

    Enormes voçorocas no solo de Buriticupu (MA) chamaram a atenção da mídia em 2023 por ameaçar desaparecer a cidade. Mas o que faz esse fenômeno ocorrer? É possível fazer alguma intervenção para que as crateras deixem de avançar? Acompanhe esse texto que vou te explicar tudo em detalhes. Créditos da imagem: Marinho Drones A voçoroca ou bossoroca significa "terra rasgada", palavra oriunda do Tupi-Guarani e consiste em crateras abertas no solo mediante a erosão causada pelas chuvas e fluxos de água pelo interior do solo . Geralmente esse fenômeno ocorre em locais onde a vegetação é escassa, o que facilita a erosão do solo. Um dos principais aceleradores do voçoramento é a degradação do solo resultante das atividades agrícolas e do desmatamento da vegetação. Caminhos formados por pisadas de animais ou da passagem de veículos e valas abertas pelo escoamento superficial da precipitação podem dar origem às ravinas , que avançam ao longo do tempo para a formação de grandes crateras na terra - as voçorocas. No entanto, a origem desse processo pode se dar por causas naturais também. Imagens apresentando ravinas em área agrícola e em estrada. Esse é um detalhe importante do voçoramento: ele ocorre lentamente ao longo do tempo. Muitas vezes as partículas do solo são carregadas ao longo de anos até a formação das voçorocas em estádios mais avançados. Segundo estudos do EMBAPA, a erosão ocorre principalmente em solos arenosos, onde há maior facilidade para o carregamento das partículas pelo fluxo de água. Ainda, as erosões podem começar no interior do maciço do solo, entre uma camada de solo mais rígida e outra mais arenosa, interface na qual a água tem mais facilidade para passar. Agora fica a pergunta, é possível fazer alguma intervenção para frear o avanço de uma voçoroca? Existem intervenções sim! A primeira delas é desviar o fluxo de água que causa o voçoramento, para que o avanço do mesmo seja freado. Se isso não for possível, também pode-se controlar a velocidade e o volume de água que passa pela vala. As imagens abaixo mostram essas medidas sendo implantadas: Créditos da imagem: EMBRAPA / Alexander Silva de Resende Outras medidas que podem ser adotadas são as voltadas para a recuperação da área degradada , tais como realizar movimentações de terra, inserção de elementos de drenagem, remoção e alocação de rejeitos e a construção de obras de contenção. Consoante a essas medidas deve-se fazer uma revegetação no local, com espécies adequadas ao clima e ao solo do local. Créditos da imagem: EMBRAPA / Alexander Silva de Resende Depois de ler os detalhes desse fenômeno geológico, te vem à mente a lembrança de ter visto uma ravina ou uma voçoroca na sua região? Elas são mais comuns nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Se desejar ver com mais detalhes sobre medidas de intervenção para este caso, acesse este Comunicado Técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento (2005) .

  • Como ler um boletim de resultados de uma Sondagem SPT?

    A Sondagem SPT é um dos ensaios de campo que permite tanto o reconhecimento dos tipos de solo como a obtenção dos parâmetros de resistência por meio do NSPT. Esses parâmetros são usados para dimensionar estruturas como fundações de edificações e de pavimentos rodoviários, por exemplo. Mas, como ler um boletim de sondagem? Vou te explicar nos próximos parágrafos. Equipamentos locados para a execução do ensaio SPT, Florianópolis-SC. Imagem da autora. A execução do ensaio SPT ( Standard Penetration Test ) é regulamentado pela norma ABNT NBR 6484. Se você ainda não conhece como o ensaio é feito, vale à pena ver a norma na íntegra, ou, veja este vídeo aqui que separei no YouTube. Após a execução do ensaio, os resultados são comumente apresentados em um relatório contendo: Informações básicas: nome da obra, endereço, nome do cliente, dados da empresa que executou o ensaio, nome do responsável técnico, etc.; Um croqui de localização dos pontos; Os boletins de de resultados individuais de cada ponto; Fotos da execução do ensaio, e; Fotos das caixas de amostras dos pontos. No relatório, o que mais interessa são os resultados individuais, pois são eles que indicam quais são os parâmetros de resistência do solo através do NSPT, que é o número de golpes necessários para cravar o amostrador padrão em um intervalo de 30 cm, a cada metro de profundidade. Para ficar mais fácil de visualizar, a imagem abaixo trás um exemplo de boletim de sondagem individual com a indicação do que são as informações contidas nele: Exemplo de boletim de Sondagem SPT. Imagem da autora. Na parte central do boletim estão contidos a descrição do solo, o NSPT para cada metro e a profundidade do nível da água, que são as informações mais importantes do ensaio (exatamente para obter esses dados que ele é feito). Mais acima há as coordenadas topográficas do ponto, que não devem faltar no boletim, pois é necessário saber exatamente onde o ensaio foi feito e em que cota. A data também é importante, uma vez que o nível da água varia ao longo do ano em decorrência das chuvas ou estiagem em alguns lugares. Com esses dados em mãos você pode calcular a capacidade de carga do solo ou o recalque estimado para algum tipo de fundação, por exemplo, e usar essas informações para diversas aplicações diferentes dentro da Engenharia Civil. Caso queria imprimir essa folha para estudar mais, você pode fazer o download dela abaixo. Bons estudos!

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  • Katharyna Macedo | Engenharia Civil

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